Comprar ou alugar: a conta com custo de oportunidade

A discussão entre comprar e alugar costuma parar em duas frases: aluguel é dinheiro jogado fora, ou imóvel é péssimo investimento. As duas são slogans. A resposta depende de seis números, e cinco deles são premissas suas, não fatos.

O que a maior parte das simulações esquece é o custo de oportunidade. Quem compra imobiliza a entrada e os custos de escritura. Quem aluga pode investir esse mesmo dinheiro. Ignorar isso faz a compra parecer melhor do que é. Ignorar a valorização do imóvel faz o contrário. Aqui os dois lados entram na conta.

Comprar ou AlugarTudo em valor de hoje, com custo de oportunidade incluído.
O imóvel
Custos de ser dono
O aluguel
As suas premissas
No fim do horizonte
Sai na frente
Patrimônio comprandoR$ 0
Patrimônio alugando e investindoR$ 0
DiferençaR$ 0
Como cada lado chega lá
Parcela do financiamentoR$ 0
Custo mensal de ser donoR$ 0
Custo mensal de alugar, no inícioR$ 0
Imóvel valorizadoR$ 0
Saldo devedor restanteR$ 0
Caixa investido de quem alugaR$ 0

Simulação ilustrativa, tudo em valor de hoje: juros, valorização, reajuste e retorno informados são reais, ou seja, já acima da inflação. Quem aluga começa investindo a entrada mais os custos de compra, e depois investe a diferença de custo mensal entre as duas rotas. Não entram no cálculo seguro residencial, mudanças, reformas, vacância, corretagem de venda nem imposto sobre o ganho de capital na venda do imóvel. Isto não é recomendação de investimento.

As premissas que decidem o resultado

A valorização real do imóvel

É a premissa mais poderosa e a menos questionada. Valorização real quer dizer acima da inflação. Um imóvel que sobe junto com a inflação tem valorização real de zero, mesmo que o preço em reais tenha dobrado em dez anos. Teste zero e teste negativo antes de fechar a conta.

O retorno do investimento precisa ser líquido

De nada adianta colocar 6% real no campo de investimento se a carteira que renderia isso cobra 2% de custo e ainda paga imposto. O número que entra aqui é o que sobra no seu bolso. Se não souber qual é, o Raio-X de Custos ajuda a descobrir quanto a sua carteira consome.

O prazo de permanência

Os custos de compra, ITBI, escritura e registro, são pagos de uma vez e diluídos pelo tempo que você fica no imóvel. Em horizonte curto eles pesam muito. Rode a simulação em 5, 10 e 20 anos e veja em quantos anos a conta vira.

O que ficou de fora

Seguro residencial, mudança, reforma, vacância, corretagem na venda e imposto sobre ganho de capital não entram. Todos pesam contra a compra, então o resultado aqui é conservador em favor de comprar. E nenhuma planilha mede a diferença entre poder pintar a parede e ter que pedir autorização.

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Se o imóvel entra na conversa como investimento e não como moradia, o artigo imóvel como investimento, custo real trata da outra metade do problema.