Os termos que aparecem nos artigos do Acorda, explicados em linguagem direta. Cada um leva ao artigo que faz a conta.
- Assessor de investimentos
- Profissional certificado que atua em nome de uma corretora ou banco para orientar clientes e distribuir investimentos. A atividade é regulada pela CVM (Resolução CVM 178). A forma de remuneração muda o incentivo, e é por isso que vale perguntar como ele ganha. Leia o artigo
- CDI
- Taxa média dos empréstimos de um dia entre bancos. É a referência da renda fixa pós-fixada: quando um CDB paga 100% do CDI, ele acompanha essa taxa. Na prática, anda muito perto da Selic.
- COE
- Certificado de Operações Estruturadas. Um produto que combina renda fixa com derivativos para entregar um retorno atrelado a algum ativo, com regras próprias de ganho e perda. O custo costuma estar embutido na estrutura, não aparece como taxa separada. Leia o artigo
- Come-cotas
- Cobrança antecipada de Imposto de Renda feita em maio e novembro nos fundos abertos. O fundo reduz o número de cotas do investidor para pagar o imposto, o que diminui o efeito dos juros compostos ao longo do tempo. Leia o artigo
- Consórcio
- Grupo de pessoas que contribui todo mês para que, por sorteio ou lance, cada uma receba uma carta de crédito. Não tem juros, mas tem taxa de administração, fundo de reserva e, às vezes, seguro. Somados, esses custos podem pesar tanto quanto juros. Leia o artigo
- Fee-based
- Modelo em que o cliente paga ao assessor uma taxa ligada ao patrimônio assessorado. As comissões pagas pelos produtos são devolvidas ao cliente, para que a escolha do produto não dependa de quanto ele remunera quem indica. Leia o artigo
- FGC
- Fundo Garantidor de Créditos. Garante depósitos e alguns títulos de renda fixa, como CDB, LCI e LCA, até R$ 250 mil por CPF em cada instituição, com limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
- IPCA
- Índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE. É a régua usada para saber se um investimento ganhou ou perdeu poder de compra. Leia o artigo
- ITCMD
- Imposto estadual cobrado sobre heranças e doações. A alíquota varia conforme o estado e entra na conta do custo de um inventário.
- Juro real
- Quanto um investimento rende acima da inflação. Se a aplicação rende 13% e a inflação é 4%, o ganho real fica perto de 8,7%, e não 9%, porque a conta é feita por divisão, e não por subtração. Leia o artigo
- Juros compostos
- Juros que incidem sobre o valor já corrigido pelos juros anteriores. Funcionam a favor do investidor no rendimento e contra ele nos custos: uma taxa pequena, cobrada todo ano, também se acumula. Leia o artigo
- Marcação a mercado
- Atualização diária do preço de um título de renda fixa pelo valor que o mercado pagaria por ele hoje. Por isso um título seguro pode mostrar perda temporária no extrato quando os juros sobem.
- Modelo comissionado
- Modelo em que o assessor é pago pelas comissões que os produtos distribuídos geram. O cliente não recebe cobrança direta, mas o custo está embutido nas taxas e no preço dos produtos. Leia o artigo
- PGBL
- Plano de previdência em que as contribuições podem ser deduzidas do Imposto de Renda, até 12% da renda bruta tributável, para quem faz a declaração completa. No resgate, o imposto incide sobre o valor total. Leia o artigo
- PTAX
- Taxa de câmbio de referência calculada pelo Banco Central a partir das negociações do dia. É usada em contratos e na conversão oficial de valores em dólar.
- Rebate
- Parte da taxa de administração de um fundo que o gestor repassa a quem distribuiu o fundo. No modelo fee-based da Ocre Capital, esse valor é devolvido ao cliente. Leia o artigo
- Regra dos 4%
- Estudo americano que sugere retirar 4% do patrimônio no primeiro ano da aposentadoria e corrigir pela inflação depois. Foi calculado com dados dos Estados Unidos e não se aplica direto ao Brasil. Leia o artigo
- Selic
- Taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom do Banco Central em reuniões a cada cerca de 45 dias. Serve de piso para quase todos os juros do país. Leia o artigo
- Spread
- Diferença entre a taxa que um título paga na origem e a taxa oferecida ao investidor na plataforma. Parte dessa diferença remunera quem distribui o título e não aparece como cobrança no extrato. Leia o artigo
- Tabela regressiva
- Forma de tributação da previdência privada em que a alíquota de Imposto de Renda cai com o tempo: começa em 35% e chega a 10% para recursos que ficam mais de dez anos no plano. Leia o artigo
- Taxa de administração
- Percentual anual cobrado por um fundo sobre todo o patrimônio aplicado, descontado todo dia da cota. Não depende do resultado: é cobrada mesmo quando o fundo perde dinheiro. Leia o artigo
- Taxa de carregamento
- Percentual cobrado sobre cada aporte ou resgate em alguns planos de previdência. Quando existe, reduz o valor que efetivamente vai para o investimento. Leia o artigo
- Taxa de performance
- Cobrança feita por alguns fundos sobre o que eles rendem acima de um índice de referência, geralmente 20% do que passar desse índice. Leia o artigo
- Título de capitalização
- Produto em que parte do valor pago concorre a sorteios e parte é devolvida corrigida no fim do prazo. Não é investimento: o valor devolvido costuma ficar abaixo da inflação. Leia o artigo
- VGBL
- Plano de previdência sem dedução no Imposto de Renda. No resgate, o imposto incide só sobre o rendimento. Costuma fazer sentido para quem faz a declaração simplificada ou já passou do limite de dedução do PGBL. Leia o artigo

Quem assina
Cofundador da Ocre Capital e editor do Acorda Investidor
CFP® · Assessor de investimentos certificado Ancord · Administração pela PUC-SP
Trabalha no mercado financeiro há mais de 15 anos. Passou por Interfloat, XP, Guide Investimentos e Banco Safra, em cargos comerciais e de liderança ligados a investimentos e expansão de negócios. Hoje é cofundador da Ocre Capital, assessoria de investimentos credenciada à XP que trabalha no modelo fee-based: a remuneração vem do patrimônio assessorado, e as comissões pagas pelos produtos são devolvidas ao cliente.